“Saem os cabelos brancos, a cadeira de balanço, as lãs em cores pastéis. Entram os blogs, os fios metálicos e as moças entre 25 e 40 anos com cabelos e roupas da moda. São essas as diferenças que permitem dizer que há, na cidade, uma nova geração de tricoteiras, que nos últimos anos despertou a atenção de fabricantes e vendedores.
Intríseca à imagem clássica da avó, a atividade tem atraído jovens mulheres por três principais motivos. Umas defendem o resgate de trabalhos manuais em geral, o que também inclui cozinhar e jardinar –atos considerados terapêuticos. Outras encontram motivação na moda. Desfilar por aí com peças exclusivas, feitas sob medida, é uma compensação que, dizem, vale as horas dedicadas às agulhas.”(…)
(…)”Para que suas bonecas tivessem roupas exclusivas, Cristiane Bertulucci, 27, foi tricotar com a avó paterna quando tinha nove anos. Hoje, é estilista e professora. “O tricô, para mim, tem a ver com aversão ao massificado e com buscar algo diferente para vestir e que tenha algum valor sentimental”, diz ela, que dá aulas particulares, para grupos e até para crianças.
Cristiane também é uma das fundadoras do coletivo Tricotarde, que reúne jovens apaixonadas por novelos e promove intervenções urbanas, como envolver árvores com peças feitas de lã. “Vestimos uma das árvores do parque Trianon [na av. Paulista], mas não durou muito. Logo mandaram tirar nosso trabalho de lá.” (…)
Cristiane Bertoluci é professora de Tricot do Vértice Espaço Cultural
Leia a matéria completa no link: Folha.com – Mania das lãs